Translate

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Apaixonados, ou apenas…faíscando ???



Nós SEMPRE fomos uma espécie de bateria biológica, mas a descoberta começou com uma rã.

No século XVIII, quando Luís Galvani e seus assistentes dissecavam uma rã, por acaso tocaram com metal no nervo ciático e o músculo da perna contraiu. Isso acontecia sempre que se produziam faíscas numa máquina electrostática próxima. 
Luís Galvani investigando o "inesperado" da relação electricidade-músculo entrou no mundo da bioelectricidade.

A partir daí a electricidade instala-se na Ciência como um processo natural do organismo, fazendo parte do funcionamento de todo o corpo, em especial do cérebro. Cada pensamento surge como uma sequência de impulsos eléctricos no córtex, através da autoprodução de impulsos eletroquímicos nas suas células.
Somos uma espécie de "Árvore de Natal" cheia de faísquinhas por todo o lado.

No século XIX o Físico Hans Oersted descobriu que uma corrente eléctrica produz um campo magnético, resultados esses depois desenvolvidos por Ampére para formular a "Lei de Ampere" que relaciona os dois fenómenos.




Se o nosso córtex trabalha com correntes bioeléctricas então produz também campos "bio"magnéticos que nos acompanham enquanto vivemos e que andam por aí interferindo uns com os outros. 
Nós não sentimos, mas entre a irritação e a alegria, as correntes variam no córtex e os campos magnéticos alteram-se, pelo que as suas interferências mudam, criando variações nos sincronismos e nos des-sincronismos existentes, e influenciando-se uns aos outros. 

Os "Romeus e as Julietas" podem ter "amores" de vida curta nos seus sincronismos e os "Rometas e as Julieus" podem passar do "ódio ao amor" em curto espaço de tempo. As "histórias de amor" acabam por ser apenas Poesia aplicada à "Física de Interferências Electromagnéticas" e suas variações.

No século XIX, Hertz cria as primeiras antenas de produção de ondas electromagnéticas. Hoje, as antenas são o último "degrau" para saída do sinal a divulgar e o primeiro degrau para a entrada na recepções de sinais.

Na prática, todos somos antenas ambulantes de "rádio-amadores" clandestinos que andamos por aí a invadir as frequências uns dos outros, enviando e recebendo mensagens "à balda", "sem rei nem roque", numa completa anarquia…felizes e contentes. 
A boa noticia é que não há "big brother" que consiga controlar esta "internet biológica": os "Romeus e as Julietas" hão-de sempre encontrar-se, ou seja, no português mais tradicional… apaixonar-se empanturrados em frequências sintónicas.
Quando sentirem que são um "Rometa" a odiar uma "julieu", ou vice versa, não façam nada, sentem-se e esperem que as frequências, de um ou de outro, mudem.



Estive a ler uma interessante Tese de Doutoramento em Medicina do Dr. R. Peoc'h, da Universidade de Nantes, 1985-86, França.

Na linha das experiências de K. Lorenz, desta vez ele "educou" pintos para adoptarem um robot (Tychoscope) como a sua galinha-mãe.
A base da Tese é o estudo da Psicofísica, "...o estudo das interacções existentes entre o psiquismo dos seres vivos e acontecimento físicos."



O Tychoscópio, modelo OS1, é um cilindro com 8cm diâmetro e 9 cm altura, e "…desloca-se no solo em todas as direcções e ao acaso, devido a um gerador de impulsos aleatórios", foi construído por um técnico de electrónica, eng. JANIN.
Possui uma "caneta" que traça num papel o percurso que faz. 

Funciona em presença de obstáculos, desvia-se deles, pois com 3 rodas independentes se uma não puder continuar parará e as outras o impulsionarão para outro lado.
Os pintos foram "educados" utilizando um pré-condicionante à nascença: "o que vêem à saída do ovo é a galinha-mãe". Assim:
1 - logo que nascem vêem o Tychoscópio;
2 - nos dias seguintes, pintos e Tychoscópio deslocam-se livremente, este aleatoriamente e aqueles seguem-no, obedecendo ao pré-condicionmento existente: seguir a galinha-mãe.


É criado um recinto da experiência constituído por uma caixa limitada por paredes e onde o Tychoscópio se desloca. O fundo tem uma folha de papel onde é registado o percurso do robot.


Na fase experimental, a caixa passa a ter um dos lados em vidro, através do qual os pintos assistem aos movimentos do robot.



Com a sua presença, o comportamento do robot perde a aleatoriedade, ou seja, passa a movimentar-se na área junto aos pintos.
A hipótese em causa é a seguinte: os pintos influenciam o comportamento do robot.

Ao ansiarem por ir para o pé da suposta galinha-mãe devem criar, com a alteração da bioelectricidade nos circuitos neurais, um campo electromagnético característico que influencia o aleatório do robot.

Estas investigações talvez ainda estejam no princípio, mas com a alternativa das ondas electromagnéticas influenciarem o comportamento dos seres vivos, o que parece confirmar-se com aves, peixes e outros animais, talvez o animal-humano tenha que repensar os seus processos de gerir relações. 

A "relação apaixonada", que parece estar em primeiro lugar como mais importantes e frequente, tem que adquirir apoio tecnológico.
Está na altura dos "Casanovas", conselheiros matrimoniais, terapeutas familiares, bruxas, Tarot, namorados, namoradas, maridos e mulheres, donos de discotecas, etc, se deixarem de "antiguidades", se modernizarem, e comprarem um detector de frequências.

Sem comentários:

Enviar um comentário